Muita gente concorreu no concurso do primeiro aniversário do Cyrano, muita gente votou, num resultado que será apurado à última hora. Nós achamos bem que as pessoas compitam por coisas bonitas. É tempo muito bem empregue, pois o que temos para oferecer não tem preço. Leva talento e amizade.
Vejam aqui e votem também:
CYRANO
Somos um banco de memórias pioneiro que eternizará a sua história. Ofereça o presente de uma vida ou guarde um tesouro inestimável.
O nosso email projectcyrano@gmail.com / A marca Projecto Cyrano está registada no INPI desde Dezembro de 2010.
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
Mais um conto
Estamos a preparar um conto infantil para um lindo menino, de olhos verdes. O seu filho também pode ter um, totalmente inspirado nele, nos seus gostos, nas suas habilidades. Não esqueça de que quer a história como a ilustração da capa são exclusivos.
Pode pedir-nos preços para o email projectcyrano@gmail.com
Pode pedir-nos preços para o email projectcyrano@gmail.com
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
Diversificação de estilos
Toda a gente pensa que escrever (bem) é fácil. Que escrever um livro é apenas fazer o relato meloso de uma qualquer luta interior, de preferência usando trezentas vezes a palavra beijo, sonho, lábios e nuvens, entre tantas outras do mesmo género, só porque é romântico e soa bem. Ora bem, escrever bem não é isto:
Pousaste os olhos sobre o meu corpo de ninfa
Envolto em sonhos de algodão
Os teus beijos como nuvens
Em mil abraços de perdão.
Não, escrever bem não é nada disto. Nem disto:
Soubesses tu as saudades do teu amor, a falta que me fazes, o teu corpo desenhado nos lençóis. Quero o sabor dos teus beijos, que não me arranques dos teus sonhos. Sinto falta do teu peito e do aroma do teu banho. Tu és em mim. Meu Adónis fugido. Deus do Olimpo que me renegas. Tu és o meu sonho sonhado, a brisa da manhã, o céu onde me deito e acordo, envolta em ti.
Ora bem, não sei se ainda aí está, se se vomitou ou simplesmente ferrou o galho. Podíamos prosseguir indefinidamente até alguém tentar o suicídio, mas preferimos mostrar-lhe coisas boas. Olhe, como este texto da Dulce Lopes. Um conto que tanto pode ser para adulto como para criança. Um humor refinado, numa escrita surpreendente. A Dulce pode também escrever para si, se quiser arriscar um conto mirabolante, divertido, enternecedor, ousado.
Rezavam outras fábulas, intemporais, de animais internacionais e inter-racionais, que os príncipes procurariam as suas amadas montados em belíssimos cavalos e as resgatariam das suas vidas difíceis. E seriam felizes para sempre, etc.
Menos a parte dos muitos filhos, que, sinceramente, muitos muitos, nunca achei grande ideia.
Mas nesta história que agora vos conto, havia alguns problemas logísticos: o reino era pequeno e a amada vivia muiiiiito longe. No reino não havia cavalos. O que era estranho para um reino, mas aquele reino era estranho. Não sendo isso obstáculo que demovesse o príncipe, porque o amor dos príncipes alimenta-se a si próprio, mas desejando ao menos uma companhia para o caminho, Sua Real Alteza procurou quem o acompanhasse a resgatar a amada.
- Eu vou contigo - disse o caracol.
O príncipe torceu o seu magestático nariz, mas caramba, era um príncipe, não podia ser indelicado:
- Virás então comigo. - assentiu.
Muitos anos andaram pelos caminhos, muitos anos, muitos anos, muitos anos... Tantas vezes o príncipe esperou pelo caracol que um dia morreu de impaciência e daquilo que a autópsia revelou ser uma overdose de delicadeza...
Pousaste os olhos sobre o meu corpo de ninfa
Envolto em sonhos de algodão
Os teus beijos como nuvens
Em mil abraços de perdão.
Não, escrever bem não é nada disto. Nem disto:
Soubesses tu as saudades do teu amor, a falta que me fazes, o teu corpo desenhado nos lençóis. Quero o sabor dos teus beijos, que não me arranques dos teus sonhos. Sinto falta do teu peito e do aroma do teu banho. Tu és em mim. Meu Adónis fugido. Deus do Olimpo que me renegas. Tu és o meu sonho sonhado, a brisa da manhã, o céu onde me deito e acordo, envolta em ti.
Ora bem, não sei se ainda aí está, se se vomitou ou simplesmente ferrou o galho. Podíamos prosseguir indefinidamente até alguém tentar o suicídio, mas preferimos mostrar-lhe coisas boas. Olhe, como este texto da Dulce Lopes. Um conto que tanto pode ser para adulto como para criança. Um humor refinado, numa escrita surpreendente. A Dulce pode também escrever para si, se quiser arriscar um conto mirabolante, divertido, enternecedor, ousado.
Rezavam outras fábulas, intemporais, de animais internacionais e inter-racionais, que os príncipes procurariam as suas amadas montados em belíssimos cavalos e as resgatariam das suas vidas difíceis. E seriam felizes para sempre, etc.
Menos a parte dos muitos filhos, que, sinceramente, muitos muitos, nunca achei grande ideia.
Mas nesta história que agora vos conto, havia alguns problemas logísticos: o reino era pequeno e a amada vivia muiiiiito longe. No reino não havia cavalos. O que era estranho para um reino, mas aquele reino era estranho. Não sendo isso obstáculo que demovesse o príncipe, porque o amor dos príncipes alimenta-se a si próprio, mas desejando ao menos uma companhia para o caminho, Sua Real Alteza procurou quem o acompanhasse a resgatar a amada.
- Eu vou contigo - disse o caracol.
O príncipe torceu o seu magestático nariz, mas caramba, era um príncipe, não podia ser indelicado:
- Virás então comigo. - assentiu.
Muitos anos andaram pelos caminhos, muitos anos, muitos anos, muitos anos... Tantas vezes o príncipe esperou pelo caracol que um dia morreu de impaciência e daquilo que a autópsia revelou ser uma overdose de delicadeza...
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
Não era suposto
desvendarmos já, mas quem ganhar o concurso abaixo citado receberá o livro com uma capa exclusiva, feita pela Rita Correia. Imperdível.
Ver também:
http://www.ritacorreia.com/
Ver também:
http://www.ritacorreia.com/
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
Celebração do primeiro aniversário
Com um concurso simples:
Para assinalar o primeiro ano do Projecto Cyrano, temos uma proposta para si. Escreva uma frase (ou mais) sobre o Projecto Cyrano, livros, memórias e o que mais lhe apetecer AQUI (depois de fazer um gosto na nossa Página de Fãs) e habilite-se a ganhar um produto exclusivo da nossa empresa. Como não há bela sem senão, ganha quem conseguir o maior número de "likes" na sua frase. A nossa prenda surpresa (adiantamos apenas que se trata de um livro de 40 páginas, personalizado ao seu gosto) será entregue perto do Natal. As frases podem ser colocadas no mural do Projecto Cyrano até ao dia 6 de Outubro. Espalhe a boa nova.
Atenciosamente,
A equipa do Projecto Cyrano
terça-feira, 20 de setembro de 2011
E se houvesse
uma balança para a alma? Perceberíamos, de uma vez por todas, que todas têm um peso diferente? Que os fantasmas e os sofrimentos, não sendo aparentemente mensuráveis, ali se vão acumulando? Se alguém souber o segredo para os libertar, ensine os outros. É que neste mundo de diversidade, também há trash colectors de coisas da mente. E isso, que se saiba, é uma doença.
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
Olhe
para ali. O que vê? Uma menina a olhar o mar. Sozinha? Solitária? Triste? Olhe para ali. Para ali não, para lá mais além. O que vê? A linha do horizonte? As nuvens derramadas, exaustas sobre o mar? Os ombros de ambos tocando-se? Algum deles chora? Algum deles se redime do seu ar trágico abraçando a menina ali abandonada? O que vê, afinal? O cheiro da areia molhada? O cheiro não se vê. Vê, sim. Tudo o que se sente, vê-se. Todos os sentidos vêem. Sendo assim, o que vê, aqui, ali, além, desde o princípio até à fina e sombria linha do horizonte? Vê que no meio há um mar inteiro, espreguiçando-se, por vezes rosnando, trazendo memórias espumosas de outros olhares e outros Verões. Se a menina rir, o que lhe devolverá o mar? Saudades? Será que ela chora ou não? O que vê ali? Vê-se a si ou à menina? Sente tristeza ou alegria? Vontade de fugir ou abraçar? O que se vê ali é o seu reflexo. O reflexo de uma criança que indaga sobre o seu futuro, enquanto só a sensação dos seus pés na areia fria é real. O que vê ali além, insisto? Nada, além de um barco. Nada, além de uma viagem até dentro de nós mesmos. O que vemos é o que somos. O que sentimos é o que somos. Ninguém jamais sentirá esta imagem de forma igual.
Subscrever:
Mensagens (Atom)

